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OBRIGADO, FABIO!

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OBRIGADO, FABIO!
OBRIGADO, FABIO!
OBRIGADO, FABIO!

“Obrigado”, esta foi a mensagem de Andrea Agnelli para Fabio Paratici e vice-versa. Após 11 anos no clube, a passagem de Fabio Paratici chegou ao fim e, em meio à sua saída, ele e o presidente falaram em coletiva de imprensa das memórias compartilhadas.

ANDREA AGNELLI

Em primeiro lugar, gostaria de fazer uma observação sobre a temporada. Agradeço a Andrea Pirlo e à sua equipe, porque se fracasso significa ganhar dois troféus e ir para a Champions League, significa que foi um ano positivo. Tivemos dificuldades e todos devemos aprender com os erros que cometemos.

Vamos receber de volta Massimiliano Allegri. Estamos extremamente felizes e ele está pronto para embarcar em uma aventura que certamente será longa. Quando a reorganização for concluída, nos veremos em uma nova coletiva de imprensa. Nesse ínterim, posso dizer que Federico Cherubini está determinado e pronto.

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Durante anos tentei mudar as competições europeias por dentro, porque os sinais de crise eram evidentes antes da pandemia. A Superliga não é um golpe, mas um grito desesperado para um sistema que, sabendo ou não, caminha para a insolvência.

O acordo entre os fundadores estava condicionado ao reconhecimento da competição pela UEFA. A resposta foi ensurdecedora, com termos ofensivos e métodos arrogantes, e se voltou para três clubes. Não é com esse tipo de comportamento que o futebol se reforma diante dessa crise. Felizmente, sei que nem todos na UEFA pensam da mesma forma.

O desejo de diálogo, no entanto, permanece o mesmo. Outros esportes enfrentaram mudanças desse tipo, e quase todas as partes interessadas concordam que o modelo precisa ser mudado. Juventus, Barcelona e Real Madrid estão determinados a conseguir uma reforma completa das competições e, acima de tudo, com base interesse dos clubes, que nos mostram temer por esta situação.

Mas estamos aqui para comemorar os 11 anos do Fábio. Ganhamos muito, celebramos momentos felizes, criamos grandes projetos de desenvolvimento esportivo, como as equipes feminina e masculina sub-23. Estou pensando nos muitos jogadores que ele trouxe para cá. Mencionarei três: Tevez, Dybala e Cristiano Ronaldo. Meu único arrependimento? Van Persie...

Fábio falava horas sobre futebol, e você não cansava de ouvi-lo. Um menino chegou à Juventus, e agora sai como um homem, que tem o grande mérito da curiosidade, do talento, do instinto, da responsabilidade. Ele é um vencedor.

Fábio foi o protagonista daquele que talvez tenha sido o momento mais difícil da história do futebol: nada era normal, e quem viveu por dentro sabe bem disso. Juntos, chegamos à conclusão de que talvez fosse hora de fazer uma jornada diferente. E só posso dizer, em meu nome e em nome de toda a Juventus: obrigado. Foram 11 anos fantásticos.

FABIO PARATICI

Agradeço ao Andrea e à Juventus por esta ocasião para saudar a todos. Sinto que é uma honra e um privilégio, um momento para compartilhar com quem conviveu comigo. Onze anos são uma era: para todos aqueles com quem trabalhei, jogadores, treinadores, staff, dirigentes, sem me esquecer de ninguém, digo: 'Obrigado'.

Foi um grande prazer trabalhar para a Juventus, clube pelo qual sempre serei grato. Me sinto um profissional melhor, por tudo que vivi aqui, pelo apoio das pessoas que trabalham e de todo o clube.

Experimentei, ousei, trabalhei com plena autonomia, contando com a confiança de quem estava comigo. Observei alguns dos melhores jogadores da última década e, em alguns casos ... de todos os tempos. Eu compartilhei pensamentos com aqueles que meus filhos consideram heróis. Muitos momentos bons vêm à mente. Acima de tudo, o gol de Borriello em Cesena. As negociações com Ronaldo? Foram rápidas e diretas. Dybala foi uma das contratações mais arriscadas da minha carreira, ele era muito jovem.

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A consciência do que fizemos, como disse o Andrea, chegaremos a compreender plenamente em poucos anos: não só as vitórias, mas tudo o que construímos. Nossas decisões devem ser contextualizadas em um determinado momento; o melhor é aquele que comete menos erros, não aquele que não comete erros.

Tenho uma ligação com todos os jogadores que trouxe aqui. Se tiver que dizer um nome, digo Barzagli: sabemos muito bem o valor dele, como jogador e como homem. Foram muitos dias lindos e muitas piadas para contar. Meu primeiro dia? Fomos para a casa da Andrea, depois fomos comer num restaurante, e fiquei tão empolgado que pensei que estava no lugar errado...

Estar na Juventus, mesmo que por um ano, é uma sorte grande demais, em termos de mentalidade, educação e dedicação. Você cria uma bagagem que carregará com você pelo resto da vida. O momento mais difícil? Não seria capaz de identificar um, porque em 11 anos tomamos muitas decisões pesadas. Quando você não consegue trazer um jogador, há arrependimento por toda a jornada por trás disso.

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